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Qua, 01/03/2017 às 17:08

"Logan": um fim mais do que digno para um grande personagem

Chico Castro Jr.

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    Hugh Jackman se despede do personagem Wolverine - Foto: Divulgação

    Hugh Jackman se despede do personagem Wolverine

Todo guerreiro tem seu ocaso. Eternizado no papel do mutante Wolverine há 17 anos, o ator australiano Hugh Jackman  entrega sua melhor atuação ao despedir-se do personagem em Logan, seu terceiro filme solo, derivado da série dos X-Men (Marvel/Fox).

Foram nove filmes com Jackman cerrando os dentes e desembainhando as garras do misterioso canadense, desde a estreia no já longínquo ano 2000 com X-Men: O Filme. Sim, houve diversos momentos antológicos para os fãs ao longo desta trajetória cinematográfica digna de James Bond.

Só que  estes bons momentos foram quase sempre nos filmes em grupo. Os dois primeiros filmes solo foram, na melhor das hipóteses, medíocres (X-Men Origens: Wolverine, 2009) ou apenas razoáveis (Wolverine: Imortal, 2013).

Só agora, na saideira, o adorado personagem ganha um filme à sua altura. Ligeiramente baseado na saga O Velho Logan (de Mark Millar e Steve McNiven), Logan situa a ação alguns anos no futuro.

Após uma tragédia (mal explicada) que vitimou diversos membros dos X-Men, Logan (ou James Howlett, seu nome real) se retirou da militância mutante, passando a trabalhar como motorista de limusine em uma cidade próxima à fronteira com o México.

Todos os dias, após o trabalho, ele volta para sua casa do lado de cá da fronteira, em uma instalação industrial militar abandonada. Seus únicos companheiros agora são Caliban (Stephen Merchant) e o nonagenário Professor Charles Xavier (Patrick Stewart, fantástico como sempre).

A trama começa quando Logan é procurado por uma mulher mexicana acompanhada de uma menina, que ela diz estar sendo perseguida por um grupo de mercenários. Como um velho pistoleiro cansado de violência, Logan se recusa a ajudar - inutilmente, claro. Pois logo a encrenca baterá à sua porta.

Não demora e Logan, Xavier e Laura, a menina, se põem em fuga alucinada com os mercenários conhecidos como Carniceiros e seu líder, Donald Pierce (Boyd Holbrook), em seus calcanhares.

Paralelo com Shane

Muitos outros detalhes da trama referentes a Laura e seus perseguidores surgem pelo caminho, com o filme assumindo, a partir da fuga, um tom de road movie. Mas é melhor que o espectador os descubra na sala de cinema.

Muito tem se falado sobre Logan desde suas primeiras exibições à imprensa - o estúdio chegou mesmo a trazer Jackman ao Brasil, para uma série de entrevistas e promoções em São Paulo. As críticas têm sido efusivamente positivas, saudando o estilo western da trama e as atuações.

O fato é que, quem não é exatamente fã de filmes de super-heróis, dificilmente se converterá só por causa deste. Não que o filme não mereça aplausos - longe disso. Mas mesmo com todo o apuro cinematográfico, acertos de roteiro e boas atuações, Logan ainda é um filme de super-herói.

Dito isto, acrescente-se: um baita filme de super-herói, que faz o possível para transcender seu gênero e levá-lo ao público adulto, cruzando elementos de drama familiar, política, western, road movie e ficção científica - com uma pitada de humor aqui e ali. Ah, sim: há também muita violência explícita, com sangue espirrando e membros decepados - não a toa, teve censura R17 (nosso 18 anos) nos EUA.

Funciona muito bem. Jackman e Stewart estão no auge da forma como dois melancólicos remanescentes dos tempos mais coloridos dos X-Men. Dafne Keen, a Laura, fala pouco, mas esbanja carisma e fúria. O roteiro equilibra direitinho os tempos fortes com os mais calmos, dando fôlego ao espectador.

O roteiro chega ao requinte de citar na tela o clássico western Os Brutos Também Amam (Shane, 1953), traçando um paralelo entre o pistoleiro aposentado (Shane/Logan) e seu parceiro mirim (Joey/Laura). Um fim mais do que digno para um grande personagem.

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Logan

No futuro, Logan e o Professor Charles Xavier lidam com a perda dos X-Men enquanto uma grande empresa ...

Duração:135 min

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