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Seg, 26/06/2017 às 16:10

Cineasta Luiz Rosemberg Filho ganha cinebiografia na CineOP

Rafael Carvalho | Especial para o A TARDE*

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    Luiz Rosemberg Filho é tema de documentário - Foto: Divulgação

    Luiz Rosemberg Filho é tema de documentário

Cineasta icônico do cinema de invenção brasileiro (ou do cinema marginal, como muitos chamam), Luiz Rosemberg Filho é tema do documentário Rosemberg – Cinema, Colagem e Afetos, dirigido pela dupla Cavi Borges e Christian Caselli.

O cinema de colagem feito pelo cineasta de filmes fundamentais como Jardim de Espumas (1971) e Crônica de um Industrial (1978) ganha tratamento similar no longa que resgata a obra do cineasta a partir de suas próprias considerações.

A dupla de diretores conta com o depoimento de Rosemberg, falando sobre sua obra, sua percepção do cinema e da vida, mas preenche a tela com um jogo de imagens que entrecorta cenas icônicas de seus filmes com outras imagens animadas. É uma maneira inteligente de dialogar com a proposta de cinema tão peculiar do diretor, sem ter a pretensão de fazer um mero filme de depoimentos.

Para o cineasta, o cinema é uma “carta de amor ao outro”, como ele mesmo define. O fluxo de imagens que Rosemberg promove em seus filmes ganha vivacidade e irreverência muito bem traduzidos pela dupla de diretores.

Filmes raros

Em consonância com a proposta de discutir a preservação da memória fílmica, a CineOP conta com uma programação de filmes raros da cinematografia brasileira. É o caso de Um é Pouco, Dois é Bom (1970), de Odilon Lopes. Ele é um dos primeiros cineastas negros a dirigir um longa-metragem no Brasil.

O filme é dividido em duas partes, com histórias separadas. No primeiro episódio um homem e uma mulher recém-casados tentam estabelecer uma vida juntos quando ambos perdem o emprego. O segundo é protagonizado por uma dupla de batedores de carteira que tentam se dar bem, roubando malandramente madames pelas ruas. Apesar da temática “séria”, o filme é espirituosíssimo e conta mesmo com um momento que flerta com o surrealismo e com a chacota.

Outro cineasta importante para a representação e a presença do negro no cinema brasileiro é Zózimo Bulbul, do qual foi exibido o curta raríssimo Aniceto do Império, Em Dia de Auforria... (1981), sobre o sambista e fundador da escola de samba do Império Serrano.

Outra “descoberta” que o festival oferece trata-se do filme É um Caso de Polícia! (1959), de Carla Civelli. Pouco antes do Cinema Novo irromper com sua proposta de intervenção social, a diretora filma uma comédia com ares de thriller policial. No filme, Glauce Rocha interpreta uma mulher obcecada por histórias de crimes. Ao ouvir a conversa de dois estranhos sobre um possível assassinato que eles irão cometer, ela passa a segui-los.

O filme nunca chegou a ser lançado comercialmente nos cinemas e era tido como perdido por muitos pesquisadores. Civelli posteriormente iria trabalhar na TV, mas nesse seu primeiro filme já dava uma aula de direção e composição de cena, fazendo comédia sem apelações, algo que podia ser aprendido por muitos cineastas brasileiros que fazem comédia hoje.

Quem conta a história?

Os debates sobre os temas que perpassam pelos três eixos da CineOP (preservação, história e educação) são um dos pontos altos da mostra. O tema principal desta edição, “Quem Conta a História? Olhares e Identidades no Cinema Brasileiro” foi discutido na mesa que contou com a presença dos homenageados dessa edição, a montadora Cristina Amaral, o pesquisador Antônio Leão e a representante do projeto Vídeo nas Aldeias, a cineasta indígena Para Yxapy.

“Não basta só a gente se preocupar em filmar, é preciso se preocupar com o que essas imagens irão se transformar daqui a um tempo. Quando a gente realiza um filme, é preciso pensar para trás e para frente”, afirmou Cristina.

A montadora também falou sobre a necessidade de conhecermos a história do cinema brasileiro. “A gente só existe aqui porque tudo isso foi construído antes”. E esse segue sendo o objetivo da CineOP em resgatar e discutir a história e os modos de manter viva a memória do cinema nacional.

* O jornalista viajou para a CineOP a convite do evento.


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