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Dom, 09/07/2017 às 10:30

Em Série: Demorei para ver Black Mirror

Debora Rezende

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    Seriado Black Mirror é um dos mais discutidos nas redes sociais. Netflix já bancou nova temporada - Foto: Divulgação

    Seriado Black Mirror é um dos mais discutidos nas redes sociais. Netflix já bancou nova temporada

À essa altura do campeonato, você provavelmente já assistiu Black Mirror. Seu cachorro já deve ter conferido as temporadas. Seus pais devem debater sobre a série durante o almoço. No mínimo, algum amigo maroto fez a indicação veemente.

O primeiro fato é que o seriado é aclamado e consta na lista das produções contemporâneas que precisam ser vistas. O segundo é que eu demorei horrores para de fato assisti-la.

Com um fluxo grande de lançamentos nos canais abertos e fechados e na vasta gama de streaming por aí, Black Mirror ficou arquivada na "minha lista" da Netflix. E ficou e ficou e ficou. Até que, na semana passada, finalmente deixei de adiar e parei para conferir o que, afinal, há de tão especial na série.

Ao fim das três temporadas disponíveis, só há uma afirmação possível: demorei para ver Black Mirror. Demorei demais.

Para quem não conhece, a produção assinada por Charlie Brooker, não segue a linha dos episódios sequenciados - são histórias independentes e sem conexões que falam, de um modo geral, sobre a relação entre a raça humana e a tecnologia.

Alguns episódios são bastante próximos da nossa realidade. Outros já apresentam uma narrativa mais distópica e futurista. O elo entre eles é a maneira como é abordada esse relacionamento de, muitas vezes, dependência e submissão.

Como a série é de 2011 e teve seu boom em 2015, quando a Netflix assumiu a história e encomendou uma temporada, o fator "novidade" se foi. Mas, ainda assim, alguns episódios específicos merecem atenção e debate - talvez você também esteja demorando para puxar essa série para o topo da lista.

Na primeira temporada, é o piloto meu episódio favorito. Talvez o seja da série inteira. Intitulado Hino Nacional ele mostra um político sendo ameaçado de modo bastante inusitado: a princesa do país é sequestrada e, para que ela seja devolvida em segurança, o político precisaria manter relações sexuais com um porco em transmissão ao vivo na televisão. O homem se submete à chantagem enquanto o país inteiro não desgruda os olhos da cena degradante.

O episódio tem uma alta carga de tensão. O responsável pelo sequestro usa técnicas que impedem seu rastreamento. Enquanto isso, a opinião pública na internet se manifesta abertamente sobre o caso, uma vez que os vídeos foram postados no YouTube.

Na segunda temporada, foi Volto Já, também o primeiro da sequência, que mais se destacou. Ali, uma mulher usa a tecnologia para se comunicar com o marido morto - um software que usa as informações que ele postou em vida para simular suas falas e ações.

Aqui, a tecnologia não é usada para ameaçar, mas sim para aplacar uma das maiores e mais naturais tristezas das relações humanas: a morte. A coisa, no entanto, foge do controle quando ela percebe que os aparelhos eletrônicos não se comportam ou reagem em sintonia completa àqueles que representam.

E, na terceira temporada, Queda Livre vem em forma de uma sociedade distópica cuja moeda de troca é a avaliação online que cada pessoa recebe. Nisso, uma garota tenta desesperadamente aumentar sua avaliação para conseguir o apartamento dos sonhos em uma comunidade na qual todos aparentam felicidade.

É muito fácil se relacionar com o que acontece em cada capítulo de Black Mirror. Mais fácil ainda é temer a real possibilidade de que as coisas podem, sim, terminar assim. A quarta temporada já está confirmada pela Netflix - até lá, é uma boa oportunidade para não demorar de ver a série.


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