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Seg, 10/07/2017 às 15:12 | Atualizado em: 10/07/2017 às 15:13

Acervo de cinema pode perder sede Cachoeira

Miriam Hermes

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    Roque Araújo contou em vídeo sobre as necessidades do Instituto - Foto: Reprodução | Facebook

    Roque Araújo contou em vídeo sobre as necessidades do Instituto

O acervo com mais de 1.500 peças, reunidas pelo cineasta baiano Roque Araújo em seis décadas dedicadas à atividade, e que há três anos pode ser visto em um espaço aberto em Cachoeira (a 110 km de Salvador), pode deixar a cidade.

O alerta foi disparado pelo cineasta em redes sociais, onde reclama da falta de apoio por parte da administração municipal para manter o Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiosivual (IRA), que já contabiliza cerca de 50 mil visitantes registrados em livro de frequência.

De acordo com Araújo, nos últimos meses está pagando "do próprio bolso" o salário de funcionários e outras despesas que antes eram pagas pelo município através de convênio de parceria.

Ele destacou que teve convites para instalar o acervo em outras cidades, inclusive em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas que deu preferência para Cachoeira por ser baiano e na época da instalação receber o apoio necessário da prefeitura local.

Segundo Araújo, o único apoio que vem recebendo é do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural de Bahia (Ipac), que permanece cedendo o andar térreo de um prédio histórico restaurado, pagando também a energia e água.

Aos 80 anos, Roque Araújo é uma das referências do cinema brasileiro, arte que conheceu em 1964, como maquinista no filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, do também baiano, cineasta Glauber Rocha.

Pela amizade cultivada durante anos com Glauber, este lhe deixou como legado as imagens que sobraram de seu último filme 'A idade da Terra'. O material foi utilizado por Araújo para produzir o filme-homenagem 'No tempo de Glauber', lançado em 1986.

Entre as raridades que ele coleciona estão a primeira câmera Super 8 de Edgard Navarro, bem como a câmera 35mm utilizada nos anos 1970 pelo cineasta José Umberto no filme 'O Anjo Negro'. A mesma máquina foi usada por Agnaldo Azevedo em diversos trabalhos, dentre eles o 'Capeta Carybé'.

"O visitante tem a oportunidade de conhecer equipamentos que fizeram parte da história do cinema no Brasil. Também filmes de rolo e outras antiguidades que acho relevantes que as crianças e a juventude da era digital tenham acesso. Lamentável se realmente deixarem fechar este local", asseverou a professora de história Margarida Esteves.

Intertitulo

Através da assessoria de comunicação, a Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira emitiu nota informando que "a gestão passada cancelou convênios com entidades culturais em 2016 por falta de verbas" e que não é interesse do município que o local seja fechado.

Na nota a Secretaria de Cultura e Turismo afirmou que é possível a retomada destes convênios, mas que ainda não tem uma previsão de data neste sentido. Também destacou que "a gestão atual em oferecido uma contrapartida com apoios técnicos, cedendo funcionários da prefeitura e materiais".

A TARDE tentou contato com Roque Araújo para falar sobre este apoio, entretanto, não obteve retorno até o fechamento da matéria. O Ipac confirmou que há três anos cedeu o espaço para uma exposição dos materiais do IRA, que permanece no local até os dias atuais.


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