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Seg, 10/07/2017 às 22:03 | Atualizado em: 10/07/2017 às 22:17

Instituto ganha apoio para manter Museu do Cinema

Miriam Hermes

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  • IRA l Divulgação

    Cineasta Roque Araújo trava luta para manter espaço que reúne importante acervo cinematográfico - Foto: IRA l Divulgação

    Cineasta Roque Araújo trava luta para manter espaço que reúne importante acervo cinematográfico

O Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual (IRA) conseguiu aliados na luta pela manutenção do Museu do Cinema, na cidade de Cachoeira (a 112 km de Salvador), depois de revelar a impossibilidade de manter o local aberto apenas com o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), que cede o imóvel há três anos.

O primeiro apoio veio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB),  que mantém o curso de cinema e audiovisual na cidade há cerca de oito anos. O outro apoio foi anunciado  pela Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira.

Nesta segunda-feira, 10, já começaram os trabalhos para execução de um projeto que viabilize a reabertura do Museu do Cinema. Tudo foi acertado entre a direção do Centro de Artes, Humanidades e Letras (Cahl) da UFRB, por meio do professor Jorge Cardoso Filho,  pelo articulador do encontro e membro do conselho universitário do Cahl, Antônio Tafarell, e o cineasta, fundador do IRA, Roque Araújo.

Saiba mais

Para  ele, o fechamento do espaço deve ser "passageiro", pois mantém a determinação de manter o projeto, iniciado há três anos.

Próprio bolso

Araújo, que tem um extenso currículo, com cerca de seis décadas dedicadas à produção do cinema brasileiro, lamentou a situação e disse que está pagando do próprio bolso a equipe  e, por ainda ter dívidas a quitar, teve que fechar as portas do espaço.

"Já tomei dinheiro emprestado para pagar funcionários", revelou, mostrando-se decepcionado.

"Quando vim para Cachoeira expor estas peças, tive a garantia do então prefeito de disponibilizar um prédio para o museu. No entanto, isto não ocorreu e permanecemos durante este tempo todo em espaço cedido pelo Ipac", disse Araújo,  agradecido pelo apoio.

Conforme o cineasta, que foi amigo e participou de praticamente todas as produções do emblemático diretor baiano Glauber Rocha, o município arcou com as despesas de três funcionários por mais de dois anos, "mas desde o dia 15 de setembro do ano passado não tivemos mais nenhum apoio neste sentido", enfatizou.

Importância

O diretor do Cahl, Jorge Cardoso Filho, disse que o funcionamento e a permanência do museu em Cachoeira é de "extrema importância" para os professores e estudantes de vários cursos do campus, além do  de cinema e audiovisual.

"Nosso departamento é também ator social, por isso nos propusemos a trabalhar em parceria na elaboração de projetos que viabilizem o funcionamento do museu", afirmou Cardoso Filho, acrescentando que a universidade não dispõe de recursos financeiros para esta finalidade. "Mas vamos atuar na elaboração de projetos e como articuladores nesta causa". disse.

Ele ressaltou, ainda, que um convênio deve ser assinado "em breve" entre a instituição de ensino e o IRA para juntos lutarem pela manutenção do museu.

A médio prazo serão executados, dentre outras atividades, programas de extensão universitária com seminários, oficinas e exposições itinerantes.

Secretaria

Na semana passada, por meio de nota, a Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira afirmou que está disponibilizando funcionários para atuar no museu.

De acordo com o cineasta Roque Araújo, no início do ano ele esteve com o gestor municipal e teve a promessa de receber apoio. "Mas até hoje nada foi concretizado ainda", contou Roque Araújo.

Com cerca de 1.500 peças, entre câmeras usadas para filmes famosos, fitas de filmes e ilhas de edição, o Museu do Cinema do IRA é um dos maiores acervos de materiais utilizados na arte cinematográfica no Brasil.


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