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Sáb, 12/08/2017 às 15:44 | Atualizado em: 12/08/2017 às 15:45

Filme argentino é o grande vencedor do Cine Ceará

Rafael Carvalho* | Especial para A TARDE

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  • Divulgação

    "Ninguém Está Olhando", dirigido por Julia Solomonoff, foi o grande ganhador

"Ninguém Está Olhando", dirigido por Julia Solomonoff, venceu o Troféu Mucuripe de melhor longa da 27ª edição do Cine Ceará. O filme portenho retrata o cotidiano de um ator argentino que vive em Nova York buscando oportunidades para alavancar a carreira. O filme é protagonizado por Guillermo Pfening, que também levou o prêmio de melhor ator.

O destaque para melhor diretor foi para o veterano Fernando Pérez, do longa cubano "Últimos Dias em Havana". Já a atriz cubana Lola Amores, de "Santa e Andrés", desbancou a favorita, a atriz transgênero de "Uma Mulher Fantástica", que venceu os prêmios de melhor som e trilha sonora.

O tradicional prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) também elegeu "Ninguém Está Olhando" como melhor longa; e "Vênus – Filó, a Fadinha Lésbica", de Sávio Leite, foi o melhor curta.

O prêmio principal para curta-metragem foi para a produção paulista "Festejo Muito Pessoal", de Carlos Adriano, filme que celebra o centenário do crítico Paulo Emílio Salles Gomes. O Canal Brasil e seu Prêmio de Aquisição para curta-metragem elegeu o filme cearense "Memórias do Subsolo ou O Homem que Cavou Até Encontrar uma Redoma", de Felipe Camilo.

Cinema cubano em alta

O Cine Ceará deste ano destacou a produção cubana com dois filmes que colocam em discussão a relação de personagens como o regime político da ilha e os dilemas morais e ideológicos que envolvem a permanência no país.

Em "Últimos Dias em Havana", o cineasta Fernando Pérez contrapõe dois personagens que vivem sobre o mesmo teto. Diego (Jorge Martínez) é um homem solitário que vive prostrado numa cama por conta das complicações com a AIDS. Quem lhe assiste é o introspectivo Miguel (Patricio Wood) que não vê a hora de conseguir o visto para os Estados Unidos e deixar a ilha de vez.

Através do olhar dele, o filme faz um retrato sobre as durezas e pequenas alegrias da cultura e modos de vida cubana, colocando em xeque as posições antagônicas sobre a validade de seguir morando na ilha, com todo os problemas que há ali. 

O roteiro, no entanto, não apela para o tom dramático, preferindo apostar na leveza e no bom-humor para apresentar uma série de outros personagens que lidam com os planos de futuro diversos. O filme tem data de estreia comercial no Brasil para 17 de agosto.

Já a produção "Santa e Andrés" situa-se no início dos anos 1980 e também trabalha na dicotomia entre os opositores e defensores do regime. O protagonista é um escritor considerado subversivo. Censurado no passado, vive recluso e sob custódia do regime cubano também por ser homossexual. É sabido como o sistema cubano tratou de forma impositiva os intelectuais e ativistas que questionavam o sistema político implantado por Fidel Castro.

O diretor é o jovem Carlos Lechuga (esse é seu segundo longa) e seu filme não se furta de apontar tais pontos controversos do sistema político cubano. O filme chegou a ser censurado nos cinemas do seu país.

Integração

O diretor e organizador do festival, Wolney Oliveira, comemorou mais uma bela edição do Cine Ceará que sustentou a proposta de exibir filmes inéditos e de celebrar a produção ibero-americana.

Wolney destacou também a realização do I Seminário da Descentralização da Produção Audiovisual no Centro-Oeste, Norte e Nordeste (Conne), cuja pauta girou em torno da necessidade de atrair mais recursos e fomentos para produtos audiovisuais realizados fora do eixo Rio-São Paulo.

Com a presença do ministro da Cultura, Sergio Sá Leitão, foi anunciada a reserva de um recurso de R$ 94 milhões para as produções das regiões Conne, prevista ainda para este ano, que visa alcançar a cota de 30% dos recursos para o audiovisual da região em relação ao total do que é gasto em todo o país.

“O Cine Ceará é um dos poucos festivais que têm a preocupação com a política setorial do audiovisual em termos de defender que tais recursos venham para as nossas regiões”, defendeu Wolney.

>> Confira abaixo a lista de premiados do 27º Cine Ceará

Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem:

Melhor Longa-metragem – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff

Melhor Direção – Últimos dias em Havana – Fernando Pérez

Melhor Fotografia – Últimos dias em Havana – Raúl Pérez Ureta

Melhor Montagem – Ninguém está olhando – Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri.

Melhor Roteiro - Santa e Andrés – Carlos Lechuga

Melhor Som – Uma mulher fantástica – Isaac Moreno

Melhor Trilha Sonora – Uma mulher fantástica – Matthew Herbert

Melhor Direção de Arte – Malasartes e o Duelo com a Morte – TuléPeake

Melhor Ator – Ninguém está olhando – Guillermo Pfening

Melhor Atriz – Santa e Andrés – Lola Amores

Prêmio da Crítica (Abraccine) – Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff

Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem:

Troféu Mucuripe

Melhor Curta-metragem – Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano

Melhor Direção – Valentina - Estevão Meneguzzo e André Félix.

Melhor Roteiro – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo.

Melhor Produção Cearense – Caleidoscópio, de Natal Portela

Prêmio da crítica (Abraccine) – Filó a fadinha Lésbica, de Sávio Leite

Prêmio Canal Brasil de Curtas:

Melhor filme da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem (R$ 15.000,00) – Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo

* O jornalista viajou a convite da organização do festival.

 


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