Produção concorre a Melhor Filme outras oito categorias | Foto: Divulgação
O diretor vivo mais indicado na história do Oscar, Martin Scorsese está concorrendo mais uma vez à categoria Melhor Direção, com o filme O Irlandês que possui 10 nomeações no Oscar 2020. O longa também concorre às categorias Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Montagem, Melhor Design de Produção e Melhores Efeitos Visuais.
Além disso, a produção também possui duas indicações de Melhor Ator Coadjuvante, em que concorrem Al Pacino e Joe Pesci, que interpretam Jimmy Hoffa e Russell Bufalino. O Irlandês é baseado no livro I Heard You Paint Houses, de 2004, escrito por Charles Brandt e também concorre ao Oscar por seu roteiro adaptado, escrito por Steven Zaillian.
O Irlandês conta a saga de Frank Sheeran (interpretado por Robert De Niro), um veterano de guerra que é caminhoneiro e assassino de aluguel da máfia. O filme percorre as memórias de Sheeran, recontando principalmente seus trabalhos como mercenário para a família criminosa Bufalino, com foco na relação entre Sheeran e o lider sindical Jimmy Hoffa (Al Pacino).
Confira as nossas impressões do filme
O protagonista da narrativa Frank Sheeran (Robert de Niro), é quem conta a história através das suas memórias. Sheeran fala sobre trajetória, inicialmente como caminhoneiro que transportava carnes e após entrar em contato com a máfia e ser acusado por tráfico, adentra mais o mundo da máfia.
As memórias trazem a construção da amizade entre ele o líder sindical Jimmy Hoffa, além de abordar a lealdade ao chefe da máfia, Russell Bufalino (Joe Pesci). A retrospectiva pela vida de Sheeran é marcada por diálogos tensos e alívios cômicos, com momentos em que o ritmo se acelera, no entanto a maioria do filme possui um ritmo mais lento, ou talvez dê essa impressão por possuir 3h30 de duração.
Por começar e terminar com o protagonista já idoso, a produção tem um quê de melancolia, em que o espectador acaba envolvido nos sentimentos do assassino de aluguel que apesar de "frio" pode transparecer um pouco de arrependimento e sofrimento após alguns acontecimentos inesperados.
Um dos elementos que podem prender o espectador é o fato de que a maioria dos personagens aparecem inicialmente com informações de data de morte e modo como morreu, fazendo com que seja necessário acompanhar a trama para entender porque todo mundo, ou quase todo mundo, morre. Essa documentação da morte de cada personagem secundário, imagens de arquivo ou diálogos indicam a passagem do tempo entre os governos Eisenhower, Kennedy, Johnson e Nixon.
O filme traz uma imersão no mundo do crime organizado e foge do estereótipo de criminoso que costumamos ver nas telonas, já que acompanhamos a vida dos envolvidos com a máfia em todos os âmbitos, inclusive o familiar. Além de assassino de aluguel, Sheeran é esposo, pai de família, envolvido com a questão sindical, além de um homem com sonhos e arrependimentos.
O Irlandês está disponível na Netflix.
Assista ao trailer: