Extremo Oeste Baiano

Claudia Lessa Qua , 15/08/2018 às 14:35 | Atualizado em: 15/08/2018 às 14:39

Produtores rurais recuperam mais uma estrada do Oeste baiano



Produtores rurais do Oeste da Bahia finalizaram a recuperação de mais um trecho de estrada da região, por meio do Programa Patrulha Mecanizada, desenvolvido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA). São 63 km de rodovia, entre as cidades de Cocos, na Bahia, e Mambaí, em Goiás. A obra foi executada em parceria com a Prefeitura de Cocos e a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA), em uma ação conjunta dos produtores rurais para melhorar as vias para o escoamento de grãos das áreas agrícolas e beneficiar os moradores que precisam circular entre as cidades e a zona rural.

O prefeito de Cocos, Marcelo Emerenciano, fala sobre a importância da recuperação desse trecho. “É fundamental para o escoamento da safra e para as pessoas que precisam se deslocar até o entroncamento com a BR-020 e seguirem em direção à Brasília (DF) ou até Barreiras (BA). Agradecemos o apoio dos produtores que estão preocupados com o desenvolvimento da região ao recuperarem uma estrada que estava intransitável há muitos anos, dificultando o trânsito e isolando a cidade de Cocos. Com esta estrada, mais pessoas circulam e mais emprego e renda serão gerados para o nosso município”.

O próximo passo agora, segundo o presidente da ABAPA, Júlio Busato, é a pavimentação do trecho recuperado. “Depois de algumas reuniões em Brasília, conseguimos este compromisso do governo federal para pavimentar a estrada, que precisa primeiro ser transformada em um trecho da BR-030, complementando os esforços iniciados pelos produtores da região que, por meio da união com as associações e prefeitura, iniciaram um novo marco para as cidades de Cocos e Jaborandi, o que vai gerar bons frutos para o futuro dessa importante região agrícola”, avalia.

Desde a sua criação, em 2013, o Patrulha Mecanizada é responsável pela recuperação de mais de 1.000 km de estradas vicinais e pela preservação do meio ambiente, bem como pelas melhorias para a drenagem da água da chuva, beneficiando produtores, motoristas e comunidades, conforme os seus organizadores. Os produtores rurais investiram, aproximadamente, R$ 30 milhões para a aquisição de máquinas, manutenção e custeio das operações do programa, com recursos dos agricultores baianos, por meio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio (PRODEAGRO) e do Fundo para Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (FUNDEAGRO), além da parceria com os municípios e apoio dos próprios produtores.