Extremo Oeste Baiano

Da Redação Seg , 01/10/2018 às 09:48 | Atualizado em: 01/10/2018 às 09:49

Bahia colhe 1,270 milhão de toneladas de algodão nesta safra



Com 100% da safra colhida, o algodão do Oeste da Bahia está pronto para ser comercializado. De acordo com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA), o Estado colheu, nesta safra, 1,270 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma), 370 mil a mais que na última safra. Os produtores plantaram em uma área total de 263.692 mil hectares em toda a Bahia, um incremento de área de 30,77% em relação à safra passada.

A região Oeste é responsável por 96% da produção de algodão da Bahia, que é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás somente do Mato Grosso. A colheita na Bahia obedece ao prazo limite do dia 20 de setembro, quando inicia o período do vazio sanitário do algodão, e, por 60 dias, os cotonicultores devem eliminar todos os restos culturais do campo a fim de evitar a proliferação de pragas, principalmente, o bicudo do algodoeiro.

O presidente da ABAPA, Júlio Busato avalia que, após quatro anos amargando resultados negativos, desde a safra passada os produtores do Oeste começam a recuperar as perdas. “Em 2017, tivemos uma safra muito boa e, este ano, acabou sendo a melhor da história. Isso é muito bom e vem em um bom momento para que os produtores possam sanar dívidas do passado e pensar em novos investimentos como máquinas e sementes, por exemplo”, diz. Ele acrescenta que os resultados são creditados às chuvas regulares e ao trabalho consistente desenvolvido em campo no combate a pragas, por meio do programa fitossanitário da ABAPA. A produtividade média das lavouras é considerada recorde pela segunda safra consecutiva, acima das 322 arrobas/hectare.

Outro ponto destacado por Busato é a contrapartida que uma safra de excelência aliada ao trabalho sério dos produtores deixa para o Estado. “Esses 263 mil hectares cultivados este ano contribuíram com R$ 4 bilhões do Valor Bruto da Produção (VPB), isso sem falar nos 40 mil empregos gerados direta e indiretamente pela cadeia produtiva do algodão”. Com a previsão da regularidade do ciclo de chuvas e da cotação do mercado, a próxima safra de algodão já prevê um crescimento de área, saindo dos 263,6 para 330 mil hectares, em um incremento de 25,5%.

A expectativa é que, gradualmente, no prazo das três próximas safras, a região possa retornar à capacidade instalada para a produção da fibra, que era de 400 mil hectares, antes da crise de chuvas e de pragas que reduziram a produtividade, gerando uma descapitalização e o aumento no endividamento dos produtores. A atual safra de algodão da Bahia deve abastecer principalmente a indústria têxtil brasileira, sendo o restante dela, cerca de 40%, destinada para o mercado externo para os países asiáticos.