Extremo Oeste Baiano

Claudia Lessa Qui , 01/11/2018 às 09:42 | Atualizado em: 01/11/2018 às 09:48

Correntina recebe projeto para viabilizar o Agronegócio nas propriedades rurais



Correntina foi o município baiano escolhido para a implantação do “4G TIM no Campo”. O objetivo do projeto piloto é viabilizar a digitalização do Agronegócio e levar a conectividade para todos os cantos das propriedades rurais que recebem a cobertura da rede de quarta geração da operadora. A iniciativa irá possibilitar a leitura e a interpretação de dados, bem como aumentar a eficiência das propriedades rurais através de tecnologia da inovação, a partir de soluções de IoT (internet das coisas, na tradução do inglês para o português). O anúncio da TIM sobre a ativação de cobertura 4G foi na Fazenda Panorama, pertencente à empresa SLC Agrícola, produtora de commodities agrícolas, focada na produção de algodão, soja e milho.

Com foco em agricultura de precisão e gestão de máquinas e ativos, o “4G TIM no Campo” utiliza tecnologia celular da Nokia e backhaul da BRFibra Telecomunicações, provendo comunicação por voz da equipe da fazenda e conexão das colheitadeiras e tratores, entre outras máquinas. O gestor de Produtos Corporativos & IoT na TIM Brasil, Alexandre Dal Forno, explica que o projeto considera a tecnologia móvel 4G na faixa de 700MHz para “iluminar” o campo, com o objetivo de aumentar a produtividade da companhia, assim como a qualidade de vida das pessoas na região.

Segundo ele, o objetivo da TIM ao criar o projeto '4G no Campo' é viabilizar a digitalização do Agronegócio brasileiro. “A partir da conectividade, trazemos soluções inovadoras para o setor aumentar, ainda mais, a sua produtividade através de infinitas possibilidades de automatização, controle e novas tecnologias de cultivo e manejo das culturas de soja, milho e algodão, entre outras, tornando o conceito de Agricultura 4.0 uma realidade”, considera.

A conectividade das máquinas e das pessoas, complementa o representante da TIM, permite o controle e o acompanhamento em tempo real das colheitadeiras e dos tratores da fazenda, assegurando decisões rápidas, com redução de custos, melhor manejo das lavouras e maior velocidade no escoamento da produção. “A Jalles Machado e a SLC Agrícola já conseguiram perceber ganhos de produtividade e otimização de processos desde a chegada da rede 4G da TIM nas fazendas”, garante.

O diretor de TI do Grupo SLC, Angelo Castiglia, confirma que os resultados, até o momento, são surpreendentes. “A rede 4G da TIM nos possibilita fazer videoconferências em alta velocidade e com qualidade diretamente das colheitadeiras, onde antes não tínhamos qualquer tipo de sinal celular. A conexão das máquinas em tempo real e a comunicação da equipe devem trazer agilidade e maior produtividade aos nossos processos, em linha com o objetivo da SLC Agrícola de contribuir para o crescimento do Agronegócio brasileiro, através da inovação de novas tecnologias”, pontua.

Como funciona

A TIM forneceu todo o sistema de comunicação de dispositivos móveis e soluções de Internet das Coisas (IoT), com investimentos em infraestrutura de rede na região e cobertura 4G nas suas áreas de produção e industrial. Além disso, a operadora contou com a parceria da BRFibra, da BRDigital e a tecnologia certificada para o Agronegócio da Nokia. “A operadora possui a maior rede 4G do país, com 3.172 municípios cobertos pela tecnologia. Além disso, investimos na ativação da rede em novas faixas, o que permite uma maior penetração da rede em espaços mais distantes e até indoor, o que é o caso da ativação da faixa 700MHz que permite que a internet chegue dentro dos próprios tratores”, detalha Alexandre Dal Forno.

O projeto, explica o gestor da TIM, funcionará a partir do controle e do acompanhamento, em tempo real, das colheitadeiras e dos tratores da fazenda, assegurando decisões rápidas, com redução de custos, melhor manejo das lavouras e maior velocidade no escoamento da produção. “A Nokia tem aplicado sua tecnologia celular e conhecimento para tornar mais eficiente a conexão das máquinas, acelerando o processo de digitalização do Agronegócio”, pontua.