Metropolitana

Da Redação Ter , 12/11/2019 às 11:21 | Atualizado em: 12/11/2019 às 11:34

INEMA atesta ausência de derivados de petróleo nas praias de Mata de São João



O boletim divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), na última sexta-feira (8), atesta que as praias do Litoral de Mata de São João, atingidas com óleo há cerca de um mês, não sofreram nenhum tipo de dano. As atividades turísticas e de pesca em Praia do Forte, Imbassaí, Praia do Santo Antônio e Sauípe ocorrem normalmente, conforme o órgão. O trade turístico do litoral matense espera um dos maiores contingentes de visitantes dos últimos anos para este verão.

De acordo com avaliação do INEMA, em nenhuma praia do Litoral Norte baiano e de Salvador foram encontradas presenças de substâncias derivadas do petróleo, como hidrocarboneto, policíclico, benzeno, tolueno e xileno. “Desde o começo de outubro o órgão segue fazendo a coleta e análise das praias atingidas pelas manchas de óleo, ainda de origem e quantidade desconhecida. As amostras da água foram analisadas no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Bahia (CEPED), laboratório responsável pelos resultados”, diz nota publicada no site do INEMA.

Há cerca de um mês, segundo dados da prefeitura municipal, as praias do município não recebem mais placas do óleo, provenientes do acidente ambiental que atingiu toda a costa do Nordeste brasileiro. “Apenas pequenas pelotas aparecem eventualmente, em pontos isolados, mas rapidamente são retirados pela prefeitura ou por funcionários de hotéis e condomínios. As pelotas não representam a chegada de novo material. São resíduos minúsculos, levados e trazidos pelas marés”, afirma a Assessoria de Comunicação do órgão municipal.

Mobilização – Em Mata de São João, o enfrentamento do maior acidente ambiental do litoral do país envolveu a prefeitura, a iniciativa privada, ONGs e comunidades do município, que se uniram para limpar e monitorar as praias. As ações garantiram que a quase totalidade das mais de 50 toneladas de óleo, que atingiram algumas praias, fossem rapidamente retiradas e não voltassem para o mar.

Destinação  para os resíduos – Ainda de acordo com a prefeitura, o município foi o primeiro da Bahia a dar uma destinação segura para os resíduos retirados das praias. “Desde o dia 18 de outubro que os dejetos começaram a ser transportada para armazenamento em galpão apropriado. Uma empresa de destinação e tratamento de resíduos, na região Metropolitana de Salvador, ofereceu o transporte e o armazenamento do material, até que o Governo do Estado decida o destino final”.

Peixes  - Entre os dias 15 e 31 de outubro, pesquisadores do Projeto Tamar da Praia do Forte analisaram os estômagos de 61 peixes de 18 espécies. Em nenhum indivíduo, capturados por mergulhadores do projeto e por pescadores, foram encontrados vestígio de resíduos de petróleo ou qualquer outra substância estranha. O resultado das análises fortaleceu que tanto a vida marinha e as atividades de lazer e esportivas nas praias de Mata de São João ocorrem na sua normalidade. As amostras foram feitas com animais de diferentes níveis tróficos. Dos mais baixos, como sardinha, aos mais altos, como tubarões.

O enfrentamento do maior acidente ambiental do litoral do país envolveu a prefeitura, a iniciativa privada, ONGs e comunidades do município.
O enfrentamento do maior acidente ambiental do litoral do país envolveu prefeitura, iniciativa privada, ONGs e comunidades locais.