Da Redação Sex , 11/10/2019 às 14:53 | Atualizado em: 11/10/2019 às 15:04

Entenda a polêmica sobre o veto de psicólogos e assistentes sociais nas escolas



Na última quarta-feira (9), o presidente do Brasil Jair Bolsonaro (PSL) vetou integralmente o projeto de lei 3.688/2000, que previa a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas públicas de educação básica do país. A atitude trouxe à tona o debate acerca da importância desses profissionais para a orientação de jovens em formação, não só acadêmica, mas comportamental e moral.

A proposta em questão, de autoria do ex-deputado José Carlos Elias, previa a contratação de psicólogos e assistentes sociais para atender aos estudantes dos ensinos fundamental e médio, em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). Se aprovado, o projeto entraria em vigor em 2020.

Em defesa, o presidente alegou que o projeto de lei apresenta inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, uma vez que “cria despesas obrigatórias ao Poder Executivo, sem que se tenha indicado a respectiva fonte de custeio, ausentes ainda os demonstrativos dos respectivos impactos orçamentários e financeiros”.

Em reação ao veto, educadores, profissionais de saúde e pais mostraram-se contrários à decisão. A polêmica traz à tona uma questão: afinal, a presença de psicólogos e assistentes sociais nas escolas é um custo ou investimento? Em um período marcado pelo aumento considerável de casos de depressão e suicídio, a psicóloga Sabrina Costa Filgueira defende que a escola tem papel fundamental no processo de prestar ajuda aos alunos. “Para isso, pode promover atividades dos mais diversos tipos que estimulem o vínculo, a troca de afeto e a expressão do sentimento, além de fazer com que alunos criem espaço de transparência e diálogo”, explica. A profissional pontua, ainda, que quando a escola perceber que um aluno apresenta um comportamento diferente tem a obrigação de encaminhá-lo para acompanhamento profissional.

Ter ou não ter? Eis a questão!

A vida humana passa por estágios diferentes, desde os seus primeiros momentos de vida até a fase adulta. Cada uma dessas etapas é formada por padrões de comportamento característicos e identificar cada fase ajuda os educadores a desenvolverem o currículo escolar com métodos de ensino adequados para cada grupo de alunos.

Assim, a presença desses profissionais nas instituições é um dos fatores que contribuem para a boa educação. Além disso, possibilita a diminuição da violência nas escolas, bem como a redução de casos de bullying. Dentre os principais benefícios da atuação de psicólogos e assistentes sociais nas escolas evidenciam-se:

- Ajudam a conhecer os alunos;

- Auxiliam no processo de aprendizagem;

- Valorizam as diferenças individuais;

- Resolvem os conflitos;

- Identificam contextos de violência;

- Ajudam no desenvolvimento dos professores;

- Identificam métodos de ensino mais eficazes;

- Cuidam da saúde mental de alunos e professores;

- Orientam e aconselham;

- Apresentam novos caminhos para os princípios de avaliação.