Centro Sul Baiano

Da Redação Qui , 20/02/2020 às 11:31 | Atualizado em: 20/02/2020 às 12:02

Estudantes da UESB vencem workshop internacional de tecnologia



O desperdício de alimentos em feiras livres é um problema social que pode ser resolvido com apenas um caixote de feira, uma placa de programação simples e um botão. A ideia, proposta pelos estudantes Laverty Ladeia e Tarciana Oliveira, ambos do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual da Bahia (UESB), em Vitória da Conquista, em parceria com dois alunos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi a campeã do “Social IT Solutions Workshop 2020 Brazil’, realizado em 2019, na cidade de Dar es Salaam, na Tanzânia.

A motivação inicial da equipe vencedora do workshop foi um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU): o Fome Zero. Segundo o aluno Laverty Ladeia, a partir das pesquisas de campo, a equipe entendeu que o tema escolhido “se tratava de um problema bem mais amplo e, ao mesmo tempo, bem próximo de nós”. A proposta do grupo é que os feirantes coloquem em um caixote os alimentos que estejam bons para o consumo, mas que não podem ser comercializados e que, geralmente, vão para o lixo.

No caixote, explicam os estudantes, é instalada uma placa chamada “Circuito de Arduino”, que é um dispositivo barato, funcional,fácil de programar e de personalizar. Nessa placa, é colocada uma shield - elemento que, quando encaixado no Arduino, expande suas funcionalidades. "Dessa forma, a shield permite que, quando o feirante tocar o botão acoplado na caixa, uma mensagem seja enviada para instituições sociais que atuam em prol de pessoas carentes. Assim, os alimentos serão recolhidos pela instituição e levados até as pessoas", detalham.

Para Tarciana, o sentido de estar em uma instituição de Ensino Superior é, justamente, dar esse retorno para a comunidade. “Estar dentro da universidade é algo que nos possibilita mudar a estrutura do nosso país. Ter acesso a tecnologias e participar de um evento como esse nos inspira a fazer algo que impacte a sociedade. Não adianta eu estar na universidade e não mudar a minha comunidade e a minha cidade”, justifica.